Me responda rapidamente se puder: qual empresa de sua preferência o cativou primordialmente pela excelência no atendimento? Se você conseguiu se lembrar de mais de uma, essas levam o mérito merecidamente!
Eu mesmo não tenho muitas referências nesse sentido. Agora se me perguntassem sobre experiências negativas de atendimento, sem muita dificuldade, assim como você certamente faria, eu ficaria uma vida toda para enumerá-las, a começar pelo caso do relógio.
Na verdade eu nem precisava de mais um relógio (como talvez não precisasse de um sapato novo, de uma blusa que combinasse, etc.), mas ao olhar os modelos expostos em uma vitrine, me deixei seduzir pela tentação de entrar e adquirir um deles: era uma necessidade e eu já havia entendido o recado do meu subconsciente.
Enquanto eu namorava os modelos e aguardava para ser atendida, uma senhora se aproximou de mim, munida de um rodo e um pano de chão nas mãos e me pediu licença para que pudesse limpar o espaço de onde eu estava a admirar os relógios. Dei uns cinco passos para o lado e me distanciei da vitrine para que ela continuasse a limpar. Assim que ela virou as costas e se dirigia para outro corredor da loja, eu voltei para frente da vitrine qual não foi minha surpresa aquela Sra. retornou, passou o rodo sujo em cima do meu pé e ainda me olhou irritada:
- Não está vendo que eu estou limpando?
Apesar de toda a minha euforia (para não dizer raiva) e da vontade de responder “E a Sra. não está vendo que eu estou tentando comprar?”, respirei fundo e dei mais uns cinco passos para trás, mas ainda assim fui encurralada contra a vitrine várias vezes, sem poder realizar minha compra (ou qualquer outra ação que fosse), até que me irritei e sai da loja, sem levar nada.
Antes de sair, olhei para o fundo do corredor, indignada com aquele atendimento e além de vários clientes que presenciavam aquela cena, lá estava um homem que aparentava ser o dono da loja, de braços cruzados, admirando as ações de sua funcionária, pasmem, sem dizer nada.
Depois que sai da loja explodindo de raiva por ainda existirem empresas que não se preocupam com o atendimento (seja o meu ou para qualquer outra pessoa), ao olhar no relógio “velho” que estava em meu pulso, entendi o motivo da pressa daquela funcionária: faltava quinze minutos para fechar a loja.
Moral da história: eu posso não ter comprado um daqueles relógios e ter contido o meu desejo e/ou necessidade de ter um deles, mas, por outro lado, ainda fiquei no lucro: aquele empresário deixou de ganhar uma venda e certamente mais uma cliente. Nunca mais voltei à loja.
1 comentários:
Não é uma experiência tão triste como a sua
Esta sua experiência demonstra o quão profundo é o desinteresse desta empresa pelo cliente ou, o quanto o dono da empresa está cansado de ser empresário.
Comigo foi como abaixo.
Durante vários dias uma funcionária de uma escola de inglês me telefonou insistindo para que fosse até a escola para conhecer uma nova proposta metodológica de aprendizado da língua inglesa.
A proposta, que me era passada pelo telefone, do que propunha a escola pela metodologia, me pareceu interessante, pois, afinal, eu era ignorante na língua e eles, pela proposta, prometiam conduzir-me num curto espaço de tempo há um nível razoável de leitura e escrita da língua.
Bom; acabei agendando uma visita e foi lá numa noite.
Uma mocinha muito bonita, simpática e, toda sorridente, me fez acompanhá-la até uma sala reservada e lá pôs-se a falar-me sobre o curso, a metodologia, o tempo de curso etc, etc. Conversou comigo entre 30 e 45 minutos e, aí, me disse: agora vou efetuar sua matrícula. Aí lhe expliquei que iria apresentar a proposta da escola para uma minha irmã que domina a língua inglesa e é pedagoga e solicitar dela uma avaliação para o meu caso.
A moça, Danny, virou uma ONÇA. Falou-me que eu era obrigado a me matricular no curso, pois, ela havia investido aquele tempo todo comigo e não iria desperdiçá-lo.
Levantei e fui embora e comentei o ocorrido com quantas pessoas me foi possível.
Augusto barbosa Lima
bosama@brturbo.com.br
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